Ficas responsável para todo o sempre por aquilo que está preso a ti


domingo, 23 de dezembro de 2012

prossegue este bater irreparável a circular pelo corpo


prossegue este bater irreparável - a circular pelo corpo
destapa a noite com o respirar das lâmpadas
permanentes no futuro que vive num sonho roubado

e a hemofilia dos crimes que adoraste procuram não acordar sobre a lezíria
num hostil caminho onde os sinais vitais deste fogo diminuem

um dia vou ensaiar uma alma nova e encontrar o plano perfeito
diz-me como posso bordar
o ritmo da dança às extremidades
pela terra desconhecida que já moraste

talvez um espectro indomável consiga nascer pelas trevas
neste alvor que te aquece o amor primogénito

continua este bater irreparável - a circular
pelas linhas perdidas do tempo

sábado, 22 de dezembro de 2012

tóxico - parte 14



finalmente
cerras o punho a quem destrói o que ama – porque nada tem

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

velhice



esperei por ti,

nas ondas que desenham um sal doce pelo reflexo dos prédios 
nos horizontes que taparam o fulgor lamacento do guerreiro – não a luta
nos ninhos que me protegem destes dias inconvenientes
em que respiro em carne, depois da lava quente

Uma casa de verão, longe daqui