domingo, 23 de dezembro de 2012
prossegue este bater irreparável a circular pelo corpo
prossegue este bater irreparável - a circular pelo corpo
destapa a noite com o respirar das lâmpadas
permanentes no futuro que vive num sonho roubado
e a hemofilia dos crimes que adoraste procuram não acordar sobre a lezíria
num hostil caminho onde os sinais vitais deste fogo diminuem
um dia vou ensaiar uma alma nova e encontrar o plano perfeito
diz-me como posso bordar
o ritmo da dança às extremidades
pela terra desconhecida que já moraste
talvez um espectro indomável consiga nascer pelas trevas
neste alvor que te aquece o amor primogénito
continua este bater irreparável - a circular
pelas linhas perdidas do tempo
sábado, 22 de dezembro de 2012
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
velhice
esperei
por ti,
nas
ondas que desenham um sal doce pelo reflexo dos
prédios
nos horizontes que taparam o fulgor lamacento do guerreiro – não a luta
nos ninhos que me protegem destes dias inconvenientes em que respiro em carne, depois da lava quente
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