Ficas responsável para todo o sempre por aquilo que está preso a ti


terça-feira, 16 de julho de 2013

topografia



incapacidade de construir uma casa - o frio ferra o vulcão morto interior-  hoje
é quinta-feira e o homem que maneja a arma da geografia vive numa viagem de comboio - colocámos um sopro insignificante entre nós - os brilhos dos gestos inequívocos ficaram comestíveis. cada cadeira deste comboio tem um bater
de coração, cada mala.
agora nada somos, apenas alienígenas – nada te ensinarei, nunca saberás como suportei a paciência dos dias, a espera, a beleza das asas cortadas, as latitudes áridas. nada irá acolher esta vírgula infinita – o corte da mão esquerda, a faca, o choro da manhã, os parasitas inofensivos que comemoram os meus domingos.
o grave dia em que construímos– a morada infértil do destino
onde nos encontrámos

marcado numa terra desconhecida


segunda-feira, 15 de julho de 2013

domingo, 7 de julho de 2013

adormecido

http://www.tumblr.com/blog/oestetaadormecido


sexta-feira, 5 de julho de 2013

falcões





acordei. o calor entra pelo asfalto da pele. sigo a direção da falcoaria real. e o vidro aberto rasga-me o rosto com histórias e memórias. às vezes apetece-me continuar a conduzir e perder a noção - realidade, estrada, passado.

e, subitamente, aparece-me aquela "vida" - terei que começar a escrever,
novamente

do céu - num rasgão mortífero e veloz

aguarda-me com os resto das feridas.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

o peso que trago no corpo

quarta-feira, 3 de julho de 2013

planetas



planeta 377 

há seis anos a pele erradicou o crepúsculo do verão
e no frio da noite o céu rangeu a luminosidade dos olhos das hienas
jamais apareceram cometas

entrelaço a maldição num vulcão - adormecem
meus olhos na monção que atravessa a índia e deserta o caminho torto que descolámos

não faz sentido queimar lava já derretida
a morte das leis terá que chegar mesmo que
jamais aparecerão cometas 

quando engolirmos o calor dos dias grandiosos
a dignidade de aço desamarrada amanhecerá

e não passaremos uma vida inteira a fugir de quem somos