incapacidade de construir uma casa - o frio
ferra o vulcão morto interior- hoje
é quinta-feira e o homem que maneja a arma da
geografia vive numa viagem de comboio - colocámos um sopro insignificante entre
nós - os brilhos dos gestos inequívocos ficaram comestíveis. cada cadeira deste
comboio tem um bater
de coração, cada mala.
agora nada somos, apenas alienígenas – nada te
ensinarei, nunca saberás como suportei a paciência dos dias, a espera, a beleza
das asas cortadas, as latitudes áridas. nada irá acolher esta vírgula infinita
– o corte da mão esquerda, a faca, o choro da manhã, os parasitas inofensivos
que comemoram os meus domingos.
o grave dia em que construímos– a morada
infértil do destino
onde nos encontrámos
marcado numa terra desconhecida


