sexta-feira, 13 de setembro de 2013
tres luces
tive o canto dos pássaros os ninhos o longo voo
e o pecado já foi um espaço devoluto desobediente
à luz da manhã
desaguei em vigo nas casas naquele aroma que agora com fome
não quer este filho que nasceu e geme pela deseducação da solidão
depois de tudo que não fomos ainda penso em parir
as águas amordaçadas e invadir este porto de sal
lavavas a paciência o afeto e assaltos a pequenos sorrisos
a morte, sabes – a morte da primavera nos olhos
acolheu o passado novamente,
o regresso à quietude do acordar e do fingimento lento
rasteja de estômago vazio a lânguida saudade
dos dias que não voltam
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ideias à prova de bala
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
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