evaziei as muralhas, ficou uma fina barreira que segura a epiderme
retirei a água libertina das torneiras cismáticas
movi as árvores para o irrespirável
assei as estações no forno do peito
dei um nome às coisas que não têm forma
o corpo de latão, sem altura definida, à procura dos astros
embalado pelo adormecimento do mundo
as asas das aves raspando as respostas até à exaustão
querem que compreendas
com toda a urgência
existes apenas porque existem movimentações respiratórias
um dia a estrela dir-te-á o rumo certo
sê corajoso, por agora

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