lavo ainda os sonhos, todos os dias, pela manhã
faço-os reparar no ente que esconde um cheiro de sono
e nele desenha a solidão da mobília que reveste cada palavra que explode pelo corpo
nele nasce um silêncio que baloiça as tarde de verão em que
chorámos a despedidas dos melros e o calor dos pulmões, que não voltam

Sem comentários:
Enviar um comentário