afagas os cabelos de nicotina intrometidos num rebelião desperto
pões mais maquilhagem antes de atracares noutro dia
ninguém compra o bilhete do comboio que te sacode
em frente à casa onde habita o corpo estático
sem fôlego
a incisão ficou embebida como pedra paleolítica
naquela suspensão contundente de há vinte anos atrás
continua a remendar o abismo que o melro canta
num eco incessante
quem amo não existe

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