Ficas responsável para todo o sempre por aquilo que está preso a ti


segunda-feira, 20 de junho de 2011

jardim suspenso

afagas os cabelos de nicotina intrometidos num rebelião desperto
pões mais maquilhagem antes de atracares noutro dia
ninguém compra o bilhete do comboio que te sacode
em frente à casa onde habita o corpo estático
sem fôlego

a incisão ficou embebida como pedra paleolítica
naquela suspensão contundente de há vinte anos atrás
continua a remendar o abismo que o melro canta
num eco incessante

quem amo não existe


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