embalas-te nos autocarros do outro lado da estrada porque sabes que perdeste o caminho de casa
alguém diz
é tempo da paragem, de deixares a humanidade florescer nos teus degraus
é tempo de riscar os céus com uma sirene, soprar o suor da morte
gosto do detalhe digo-te em fotografias, num quadro, num cobertor que me aqueça.
para descobrir. para ficar.
partir é palavra ingrata neste dia de outono que boceja num vento
e beija-te pelo buraco da alma
