Ficas responsável para todo o sempre por aquilo que está preso a ti


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

diário de lisboa

esta pele seca vai despindo a lentidão do tempo
embalas-te nos autocarros do outro lado da estrada porque sabes que perdeste o caminho de casa
alguém diz
é tempo da paragem, de deixares a humanidade florescer nos teus degraus  
é tempo de riscar os céus com uma sirene, soprar o suor da morte

gosto do detalhe digo-te em fotografias, num quadro, num cobertor que me aqueça.
para descobrir. para ficar. 

partir é palavra ingrata neste dia de outono que boceja num vento

e beija-te pelo buraco da alma

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