Ficas responsável para todo o sempre por aquilo que está preso a ti


segunda-feira, 19 de agosto de 2013

rasgões que permanecem

2191.455 dias desde a tua morte.


 

terça-feira, 13 de agosto de 2013

vozes, paradas a observarem-me

http://www.wook.pt/ficha/confundir-a-cidade-com-o-mar/a/id/219255

sábado, 10 de agosto de 2013

cansaço do verão


sexta-feira, 9 de agosto de 2013

e seguimos - em frente


quinta-feira, 8 de agosto de 2013

pergunta

Marca a hora o relógio; mas, o que marca a eternidade?


Walt Whitman

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

não durmo

não durmo. há um ruído qualquer que incomoda. desconheço a origem - de onde vem, a sua estrutura. sei que o tempo desliza, uma cobra entre os canaviais de um pântano eloquente. não durmo - eu sei - o tempo. tempo. tempo. oiço uma canção qualquer, antiga, que roda a massiva noção humana.

não é possível - não podes. pára. sossega. deixa o acorde. vira-te para o lado. viro-me para o lado - mas sei não durmo. li as regras - o pensamento - a constante  - quero apenas

desmembrar as palavras, o vento e cair - flutuar no espaço negro - onde não há atómos, dores, não há - nada.

 não durmo e à minha volta - até amanhecer - a reviver todos os instantes em que o meu coração morreu

deixo-me

aqui.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

a arquitectura do corpo

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Espelho


Sou de prata e exacto. Não faço pré-julgamentos.
O que vejo engulo de imediato
Tal como é, sem me embaçar de amor ou desgosto.
Não sou cruel, simplesmente verídico —
O olho de um pequeno deus, de quatro cantos.
Reflicto todo o tempo sobre a parede em frente.
É rosa, manchada. Fitei-a tanto
Que a sinto parte do meu coração. Mas cede.
Faces e escuridão insistem em separar-nos.
 
 
 SYLVIA PLATH