Ficas responsável para todo o sempre por aquilo que está preso a ti


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

não durmo

não durmo. há um ruído qualquer que incomoda. desconheço a origem - de onde vem, a sua estrutura. sei que o tempo desliza, uma cobra entre os canaviais de um pântano eloquente. não durmo - eu sei - o tempo. tempo. tempo. oiço uma canção qualquer, antiga, que roda a massiva noção humana.

não é possível - não podes. pára. sossega. deixa o acorde. vira-te para o lado. viro-me para o lado - mas sei não durmo. li as regras - o pensamento - a constante  - quero apenas

desmembrar as palavras, o vento e cair - flutuar no espaço negro - onde não há atómos, dores, não há - nada.

 não durmo e à minha volta - até amanhecer - a reviver todos os instantes em que o meu coração morreu

deixo-me

aqui.

1 comentário:

Red Angel disse...

É uma contradição bastante comum, pois se há, não pode haver "nada"

O "nada" não existe...

Não podes desejar o que não existe...

Got it?