quinta-feira, 6 de junho de 2019
para a minha avó, Maria
o beijo da morte
não tardará que o beijo da morte, estremecido
rasgará no teu coração nessa cova fria
o gume do passado em pausas que o coração não digeriu
não tardará que o receio elétrico
e que a voz da chuva te diga
que as mãos na árida terra e os passos inertes da madrugada
a beleza do sono terá o beijo da tua história
eterno.
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