didáctica do silêncio
queima-se o alento num sopro
implorando que uns canivetes quaisquer fechem as contusões
procuras decifrar os códigos dos corações alheios que passam na rua
procuras ser poeta que ao meio dia é apenas testemunha na paisagem lavrada
procuras não pedir mais do que logras
procuras o instinto animal suado nos genes distraídos
mas continuas em passo lento
há sempre um frio irreversível que embala esta matéria
procuras a flor que nenhum ar consuma o seu perfume
procuras e tentas de bicicleta, de comboio
uma casa que acolha o imoral e agasalhe a desordem
talvez
nasceste para não ter alguém que te acompanhe na viagem
por isso sossegas enquanto lês e escreves
a didáctica do silêncio
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
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