Ficas responsável para todo o sempre por aquilo que está preso a ti


terça-feira, 25 de outubro de 2011

from the burning ashes

who will?

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

my perfect human being

Deito-me e deixo que as estrelas cantem e digo, numa tonalidade

let's get lost.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

diário de lisboa

esta pele seca vai despindo a lentidão do tempo
embalas-te nos autocarros do outro lado da estrada porque sabes que perdeste o caminho de casa
alguém diz
é tempo da paragem, de deixares a humanidade florescer nos teus degraus  
é tempo de riscar os céus com uma sirene, soprar o suor da morte

gosto do detalhe digo-te em fotografias, num quadro, num cobertor que me aqueça.
para descobrir. para ficar. 

partir é palavra ingrata neste dia de outono que boceja num vento

e beija-te pelo buraco da alma

terça-feira, 16 de agosto de 2011

não quero navegar mais

segunda-feira, 20 de junho de 2011

jardim suspenso

afagas os cabelos de nicotina intrometidos num rebelião desperto
pões mais maquilhagem antes de atracares noutro dia
ninguém compra o bilhete do comboio que te sacode
em frente à casa onde habita o corpo estático
sem fôlego

a incisão ficou embebida como pedra paleolítica
naquela suspensão contundente de há vinte anos atrás
continua a remendar o abismo que o melro canta
num eco incessante

quem amo não existe


domingo, 12 de junho de 2011

teresa

terça-feira, 7 de junho de 2011

as uvas enrroscaram-se a mim

escreveste há tempos: "do céu vem uma paz... calma... silenciosa..." e a frase faz-me lembrar outra que li agora: "trata de conservar sempre um pedaço de céu por cima da tua vida" Na verdade sem esse azul, sem essa paz, é difícil viver nos conturbados dias de hoje!
...

Please excuse me for my long letter, but...

Always and for ever

Maria Assunção

domingo, 5 de junho de 2011

longe

talvez. um dia. as diferenças. talvez. nadar. deslizando pelo oposto. afasto-me. multidões. o vulgar. o seguro. mais. as diferenças. sorrindo. as diferenças. 

distante, não conseguem chegar a mim.

sábado, 4 de junho de 2011

sempre

gostava que as minhas palavras - este desejar de sensações e sentimentos chegassem a ti, como a sua própria substância... como uma aparição...

Nos dias cinzentos e chuvosos, como ontem aconteceu, encontro numa luminosidade difusa, pálida, quase sem sombras, uma escuridão tão densa como a da noite. A noite é silente e estranhamente luminosa - ela envolve-nos, veste-nos, atrai-nos. O dia escancara-nos o corpo e alma. Quero vestir-me de noite, não por tristeza, mas por necessidade de fuga

Miss you too,

Maria Assunção


quarta-feira, 1 de junho de 2011

moradas

terça-feira, 24 de maio de 2011

âncoras

quarta-feira, 18 de maio de 2011

geometria

um ardor escorre mas o pó as náuseas e as trevas falsas sorvem

cada milímetro do sufocante e incontrolável diamante bruto
repetido na garganta porque jamais o possuirás - é efervescente na noite

liberta os substantivos de ti

engana o tempo
levanta-te e

nasce com o sol

terça-feira, 17 de maio de 2011

quinta-feira, 12 de maio de 2011

duduk

terça-feira, 10 de maio de 2011

corvos

as crianças abrem as asas da cidade 
gritando a longa dor de teres afastado a luz afiada
e o teu corpo emite ecos vindos de museu de imagens

deita-se e morre

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

demónios

respondes-me que não mereço afagar a gramática
com cafés e comprimidos

o tecto não tem revolta, não acalma a antártida que
respira dificilmente na cama, no peito

é o passado - uma órbita rugosa impossível de alcançar com os dedos
vazios de anéis, asteróides ou
estrelas