Ficas responsável para todo o sempre por aquilo que está preso a ti


terça-feira, 21 de outubro de 2008

born to lose



Eu sonhei que não tinha absolutamente nada,nada além da minha própria pele

sábado, 18 de outubro de 2008

farmácia

As the headache fades
This house is no longer a home
Don't give up on the dream
Don't give up on the wanting
And everything that's true
Don't give up on the dream
Don't give up on the wanting

Because I want you too
Because I want you too
Because I want you too
Because I want you
Because I want you

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

ways out



porque...

quando adormecemos…

talvez haja alguém pelo mundo que queira ler o nosso pensamento,
talvez alguém que estenda a mão para dar-nos a verdade - bruta, frontal e cruel

mas que não seja quando estiver a acordar

vivo e dividido

terça-feira, 14 de outubro de 2008

pulso

concentro-me

viajo...
a vida tem que ser mais que isto - notas, moedas, níquel, papel

a vida tem que ser mais que rotinas, palavras repetidas, truques sem graça, pessoas vazias, pessoas frias e invejosas

viajo. concentro-me. a santa casa que me salve a vida

sou do mundo - pobrezinho preciso regressar

a casa.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

please



Good times for a change
See, the luck Ive had
Can make a good man
Turn bad

So please please please
Let me, let me, let me
Let me get what I want
This time

Havent had a dream in a long time
See, the life Ive had
Can make a good man bad

So for once in my life
Let me get what I want
Lord knows, it would be the first time
Lord knows, it would be the first time

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

crime



Retirem-me dos dias, das agendas, das folhas marcadas, dos sonhos,
quero apenas o que todos querem
quero
que a esperança se apaixone por mim

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

avenida

recuamos constantemente
depois de termos atingido picos, searas completas de bem

não imaginamos o mal que fazemos a nós próprios
e há sinais - aparecem-nos com formas geométricas

"esse sonho negro tem que ter um fim
dá-lhe estrada de alcatrão para
o sol bater em ti e provares
toda a alegria de estares

este dia

aqui"

sábado, 4 de outubro de 2008

human

quadrante

evaziei as muralhas, ficou uma fina barreira que segura a epiderme
retirei a água libertina das torneiras cismáticas
movi as árvores para o irrespirável
assei as estações no forno do peito
dei um nome às coisas que não têm forma

o corpo de latão, sem altura definida, à procura dos astros
embalado pelo adormecimento do mundo
as asas das aves raspando as respostas até à exaustão
querem que compreendas

com toda a urgência
existes apenas porque existem movimentações respiratórias

um dia a estrela dir-te-á o rumo certo
sê corajoso, por agora



sexta-feira, 3 de outubro de 2008

anxixín

pay my respects to grace and virtue
send my condolences to good
give my regards to soul and romance
they always did the best they could
and so long to devotion, you taught me everything I know
wave good bye, wish me well


segunda-feira, 22 de setembro de 2008

até às células

inclinou-se sobre mim
embarca na corrente do rio que me conduz ao trabalho
deita uma poeira estranha pelo piso seco, enquanto o ar frio da manhã
envolve as pessoas num sono vagaroso

e será que alguém ouve o meu grito chernoblyístico?
alguém que possa escutar:

terça-feira, 16 de setembro de 2008

simplicidade




"Não deixes que te vendam sonhos impossíveis
Não sejas um escravo do regime da beleza
Olha novamente ao espelho e vê
Exactamente o quanto és perfeito "

*imagem retirada do site: antonioveronese.blog.com/

palavras de THE DIVINE COMEDY

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

mau feitio

(repetição)

não quero mudar aquilo que conquistei - neste momento

continuo disperso - talvez como um vinho, amadurecendo

só a mudez deste tempo inócuo nunca irá trair-me


qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência:

alegoria

didáctica do silêncio

queima-se o alento num sopro
implorando que uns canivetes quaisquer fechem as contusões

procuras decifrar os códigos dos corações alheios que passam na rua
procuras ser poeta que ao meio dia é apenas testemunha na paisagem lavrada
procuras não pedir mais do que logras
procuras o instinto animal suado nos genes distraídos

mas continuas em passo lento
há sempre um frio irreversível que embala esta matéria

procuras a flor que nenhum ar consuma o seu perfume
procuras e tentas de bicicleta, de comboio
uma casa que acolha o imoral e agasalhe a desordem

talvez
nasceste para não ter alguém que te acompanhe na viagem
por isso sossegas enquanto lês e escreves

a didáctica do silêncio

domingo, 14 de setembro de 2008

catacrese

O termo “família” é derivado do latim “famulus”, que significa “escravo doméstico”. Este termo foi criado na Roma Antiga para designar um novo grupo social que surgiu entre as tribos latinas, ao serem introduzidas à agricultura e também escravidão legalizada.

but slavery is over so let's

break up the family and begin to live our lifes...

I want to see all my friends tonight

In a car - no brakes ? I don't mind

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

veneno

Nunca como hoje precisei tanto de parar. Saíste da minha vida. Uma verdade irrefutável mas demasiado pequena na sua desmesurada grandeza. E de repente estava tudo escuro. A noite já não dava lugar ao dia e eu tinha que continuar. São demasiadas mentiras tão cruelmente verdadeiras. Foi irreal. Sem uma palavra. Fatal. Outra vez fatal…

É urgente parar. Dizer-te adeus baixinho, aceitar as lágrimas, as saudades. É urgente encontrar tempo para te esquecer. Para que não mines a minha vida sem saberes, uma e outra vez. É urgente aceitar que partiste numa viagem sem regresso. É a realidade que tem que ocupar o seu lugar, penetrar devagarinho em cada molécula, em cada ínfima parte de mim. É urgente dizer-te “até nunca mais meu amor”.

E depois começar tudo outra vez. Devagar. Como quem tem todo o tempo do mundo. Um passo. E o outro. Mudar o que há para mudar, melhorar o que se descobriu imperfeito. O recomeço não deixa de ser mágico. Traz a nossa essência, o que éramos antes, a parte de nós de que tínhamos saudades.

Eu nunca fui de escolhas fáceis, de caminhos rectos. Gosto dos labirintos, das coisas complicadas. É por isso que no meio destas lágrimas quase sem razão, levanto a cabeça. E sei que vou ser outra vez minha, mais que tudo. Antes de todos. Sei que vou voltar a jogar. E sabe-me bem, sinto-me outra vez mais viva.

Sou outra vez só minha, sou outra vez só eu.
Se continuo tua?

Até sempre


retirado de "a cor do meu veneno"

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

eclíptica



E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda
No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.
Seu olhar tem a medonha dor de um demónio que sonha,
E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão mais e mais,
E a minh'alma d'essa sombra, que no chão há mais e mais,
Libertar-se-á... nunca mais!


Edgar Allan Poe

(tradução de Fernando Pessoa)

inside



"'Cos outside in the morning light
it's another day So she packs her bag, smokes a
fag and the world smiles 'Cos inside well she
feels all right, and turns to say: "Yes it's the
end, the final showdown Yes it's the end of our
small love You'll have to find another no one to
take the shit like I have Well I guess this is the
end, I guess this is the end... oh well..."

terça-feira, 9 de setembro de 2008

livre



continuar em frente.

perdoar será transcendermo-nos - li todas as máximas religiosas

perdoar é esquecer

mas

perdoar é não cobrar todas as experiências deitadas para o lixo

tenho uma janela para o pôr do sol. coloco a cadeira numa posição melhor

e sei que o espírito é livre


não esqueço - a alma rasga-se em vidros
pela dor infligida. que nome tem

não sei

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

metal

{merci de me rappeler Isa}


Burnt flavor you hold the big picture so well
Cant you see that were going to hell

Big monster lover
A bigger pusher over
Stands alone in most walks of life
Walks alone in most walks in life

Metal heart you're not worth a thing

silêncio

morri numa morte brusca, fria e cruel

a prova

são as marcas que deixei em cada espelho

igual, descrente e vazio

- bem vindos à didáctica do silêncio -

sábado, 6 de setembro de 2008

sábado, 30 de agosto de 2008

Torpor

a felicidade é
frágil renda de barcelos incandescente ao olhar
tece a sobrevivência vagarosamente em cada fio

a felicidade é
feto de sete meses arquitectando auto-estradas separadas
é casa, paredes na luta de refúgio contra o ladrão esguio

a felicidade é
batimento cardíaco, sinal laranja
fundo da rua que suplica para acelerar

a felicidade é
visita espontânea de um amigo na flor do deserto
é fantasma que acende a vela das antíteses

a noite é uma gaveta desarrumada que flui com elegância
firme – não quer ausentar-se
insiste em ocupar um sorriso que um inventor vá vindimar

a nódoa negra afasta-se no sarar da pomada, por
boa educação


a felicidade
fervor na carne gretada de bofetadas que a idade oferece
nunca a respeitamos nos vales da insensibilidade

humana



distante

"Escrever a história é um modo de nos livrarmos do passado"

Goethe





By the sea I will bleed... é para onde vou agora...

sábado, 19 de julho de 2008

som


olhem para nós
onde antes havia luxúria agora há ódio

e um som triste surge
o amor está em fase de eliminação

um som triste surge

nobody knows me at all



fi-lo novamente
inclinado nas essências da noite linácea e pelos segredos de cedro
que abrem os caminhos da mácula
fi-lo
consciente que o alcatrão cobre a visão - preparando o espírito
fi-lo
nas igrejas que cobrem o outono quebrado, em pedaços de recifes

continuarás depois da morte
porque a mudança dura a vida inteira
e por isso não erguerás os fantasmas do futuro

estás – lentamente – a construir o teu próprio exército

domingo, 13 de julho de 2008

mensageiros da morte

Todos os dias morre um amor.
Quase nunca percebemos,
mas todos os dias morre um amor...
Às vezes de forma lenta e gradativa,
quase indolor,após anos e anos de rotina.
Às vezes melodramaticamente,
como nas piores novelas mexicanas,
com direito a bate-bocas vexaminosos,
capazes de acordar o mais
surdo dos vizinhos.
Pode morrer em uma cama de motel
ou simplesmente
em frente à televisão de domingo.
Morre sem um beijo antes de dormir,
sem mãos dadas,
sem olhares compreensivos,
com um gosto salgado de lágrima nos lábios.
Morre depois de telefonemas
cada vez mais espaçados,
diálogos cada vez mais resumidos,
de beijos cada vez mais gelados...

Morre da mais completa e letal inanição !!!
Todos os dias morre um amor,
embora nós, românticos mais
na teoria do que na prática,
relutemos em admitir.
Pode morrer como uma explosão,
seguida de um suspiro profundo
(porque nada é mais dolorido
que a constatação de um fracasso),
de saber que, mais uma vez, um amor morreu.

retirado do site http://www.mail-archive.com/mensageiros@grupos.com.br/msg03923.html

sexta-feira, 11 de julho de 2008

road to nowhere

limite

desconforto passou a vez à incapacidade - a música agora sabe mal e o frio morde e saboreia o coração. quinta-feira. arrumar as malas e as madrugadas dos fulgores disfarçados de inequívocos. as amplitudes dos actos de quem nos magoa nasce em sinal no corpo. lavar as mãos e colocar pijama. o princípio do vazio é a traição, de um amigo.
há um grude que aparece no pesar dos anos
e agarra-nos.
nada alguma vez seguirá inversão de marcha, amanhã.


quarta-feira, 9 de julho de 2008

sexta-feira, 13 de junho de 2008

gone

quero voltar atrás mas...

nenhum homem é rico o suficiente para comprar o passado. eu sei caro Wilde... mas neste momento

quero voltar atrás

quero voltar atrás


(onde é a máquina dos bilhetes?)

quarta-feira, 11 de junho de 2008

os meus olhos


Deep in my heart, there's no room for crying,
but I'm trying to see your point of view
Deep in my heart, I'm afraid I'm dying,
I'd be lying if I said I'm not
...

As each day goes by, makes way for another,
We discover that we're not alone
And each day we try, the best we can to recover,
All the feelings that we left below

segunda-feira, 9 de junho de 2008

another day



esta dor mortal - que invade cada célula

precisa de oxigénio... não quer regressar, não quer avançar

a asma dos dias... suplica que

esta dor mortal
esta dor mortal
esta dor mortal
esta dor mortal

se levante e desapareça pelo pó que impede a respiração.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

keen yellow planet



The keen yellow planet
Bleeding out into the night
Hidden oceans of longing
Now tell me that this is right

Intoxicated by stars
Very far away from land
At a hotel near the airport
I hear the planes start and land

I'm never close
I'm just that shadow underneath your window
I like the pose
All night my naked stare will make you stay awake
Awake


thanks beautiful friend


as winter tears aguardam o sol microscópico
as feridas vão sarar, a crosta do mar boiará para longe

os summer kisses são para a pessoa que mais amas
aquela que escreve estas palavras
que continua ausente das emoções terrestres

a insegurança é um muro que divide duas nações
e no rasto das memórias
fica o sabor triste do fim do verão - pelo qual esperas

que recomece em breve, sem fim

sexta-feira, 23 de maio de 2008

When we were young

When we were young nobody died
And nobody got older
The toughest kid in the street
Could always be bought over
And the first time that you loved
You had all your life to give

When we were young nobody knew
Who you were or what you'd do
Nobody had a past that catches up on you

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Whipping Boy (como nos tempos Feudais)


Depois de uma morte os dias e as noites acordaram o rosto - o rosto moldado a uma espécie de vazio.

Penso - se deus fosse vivo, se respirasse, se gritasse, se chorasse visivelmente - como eu, nesta noite muda - poderia desabafar tudo o que vivi.
Sei
Sei que iria formatar o meu rosto, iria conseguir uma paz explosiva - frases como "e se" desapareceriam

Oiço
Oiço - a vontade, esse troféu autónomo das nossas acções - fica sempre em nós

Escolho - amanhã uma alegria hipnotizadora vem - as palavras vão ser esquecidas

prefiro agir

domingo, 11 de maio de 2008

humanos

os humanos são uma espécie que destrói aquilo que constrói
deixo a manhã num estado ébrio
para que a tarde não seja uma espécie de tortura

os humanos com quem contactei deixaram-me em casa
quando a noite se aproxima

quando os fantasmas saltam e pulam
batem à janela para entrar
e gritam

gritam:

queremos que não esqueças este pesadelo

que te rasga o sono.

pequenas lágrimas




Tiny tears make up an ocean
Tiny tears make up a sea
Let them pour out, pour out all over
Dont let them pour all over me

How can you hurt someone so much your supposed to care for
Someone you said youd always be there for
But when that water breaks you know youre gonna cry, cry
When those tears start rolling youll be back

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Algures na minha terra

A solidão é o estado de quem se encontra ou se sente desacompanhado ou só. Ela é formada pela reclusão do indivíduo que não se adequa a sociedade e é expurgado.

Solidão é também um sentimento humano complexo e psicológico. Quem sofre ou sente solidão vive sozinho, fora da sociedade. A morte é apenas um "entrar" na solidão, uma vez que a morte é um sentimento muito pessoal e intransferível

 

- retirado da wikipédia

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Queimem as estradas, destruam os templos



Like a Catholic nun
I do believe
In the halcyon
It will come to me.

And Penelope
Who waits ten years
And everyday
She feels he's near.

I'm bound by vows
And misery
I'm married to
A mystery

sábado, 23 de fevereiro de 2008

the last song I'll ever sing

Já gastámos as palavras pela rua, meu amor, e o que nos ficou não chega para afastar o frio de quatro paredes. Gastámos tudo menos o silêncio. Gastámos os olhos com o sal das lágrimas, gastámos as mãos à força de as apertarmos, gastámos o relógio e as pedras das esquinas em esperas inúteis. Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada. Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro; era como se todas as coisas fossem minhas: quanto mais te dava mais tinha para te dar. Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes. E eu acreditava. Acreditava, porque ao teu lado todas as coisas eram possíveis. Mas isso era no tempo dos segredos, era no tempo em que o teu corpo era um aquário, era no tempo em que os meus olhos eram realmente peixes verdes. Hoje são apenas os meus olhos. É pouco mas é verdade, uns olhos como todos os outros. Já gastámos as palavras. Quando agora digo: meu amor, já não se passa absolutamente nada. E no entanto, antes das palavras gastas, tenho a certeza de que todas as coisas estremeciam só de murmurar o teu nome no silêncio do meu coração. Não temos já nada para dar. Dentro de ti não há nada que me peça água. O passado é inútil como um trapo. E já te disse: as palavras estão gastas. Adeus.

 

Eugénio Andrade

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Onde ninguém vai

apetece-me viajar para a cidade de algures, entrar pela porta do desconhecido
ficar imune à dor de pensar
ficar pleno na noite que tortura os ossos,
largar o sal que enterra o passado em constante eclipse
largar o sonho, a taquicardia que consome o espírito invisível

de regressar à falsa salvação.

domingo, 6 de janeiro de 2008

driving along ambitious outsiders (thanks Pedro)

The more I see
The less I know
About all the things I thought were wrong or right
& carved in stone

So, dont ask me about
War, religion, or god
Love, sex, or death
Because....

Everybody knows whats going wrong with the world
But I dont even know whats going on in myself.

Youve gotta work out your own salvation.
With no explanation to this earth we fall
On hands & knees we crawl
And we look up to the stars
And we reach out & pray
To a deaf, dumb & blind God who never explains.

Every body knows whats going wrong with the world
But I dont even know whats going on in myself.

Lord, Ive been here for so long
I can feel it coming down on me
Im just a slow emotion replay of somebody I used to be

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

até quando eu não sei

que me importa o que serei?
quero é viver

amanhã
espero sempre um amanhã
e acredito que será mais um prazer
e a vida é sempre uma curiosidade
que me desperta com a idade


a vida é sempre uma certeza
que nasce da minha riqueza